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De qual lado você está na vida?

Um dos fatores que contribuem para a doença mental no mundo, segundo a Psiquiatria Social tem que ver com a maldade, o crime, a violência, a corrupção social que prejudica o cultivo de esperança, gratidão, confiança. A sociedade, a liderança de Municípios, Estados, Federação em nosso país e em outros países conseguirão mudar para melhor?

Fritjof Capra, professor de física quântica na Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, responde a pergunta acima com um “dificilmente” em seu livro “O Ponto de Mutação”. Se o caráter do líder não muda para melhor, nada muda no que está sob sua liderança, seja o governo na família, numa empresa ou no poder público.

Precisamos de líderes do lado do bem. Rádio, TV, jornais, revistas, redes sociais, tudo influencia poderosamente para o bem ou para o mal. Não há meio termo nesta questão. Não é possível servir a dois senhores. Ou você está ligado nos interesses do bem ou do mal, ou daquilo que realmente constrói para ajudar a humanidade, ou daquilo que a destrói. Não existe combinação entre luz e trevas, entre sanidade e insanidade.

Alguns escutam a consciência ainda iluminada pelo bem e decide não seguir adiante na transgressão. Outros ultrapassam a linha a fim de condescender com suas propensões egoístas. De um lado do limite se encontra o que luta contra defeitos de caráter e tem decidida posição contra a malignidade em quaisquer de suas formas. Do outro lado está o egoísta que se deixa levar pelos prazeres, complacente consigo mesmo, empenhando-se em frivolidades e regalando-se em prazeres danosos para a saúde física pessoal, para a integridade mental e, pior, com consequências negativas sobre as pessoas ao redor.

Pessoa alguma pode ocupar uma posição neutra. Não há classe neutra que nem segue o bem e nem segue a violação da justiça. Quem se levantará hoje para praticar atitudes que realmente ajudam pessoas? Tudo o que você faz de bom para aliviar o sofrimento de alguém, mesmo de um animal, seja para um parente ou para um estranho, volta para você em saúde. Quando vemos isto num governante, surge esperança em nosso coração, e alivia o peso da vida. Do ponto de vista político e social, os benefícios produzidos pelas atitudes boas dos governantes sobre a população ajudam na prevenção de enfermidades mentais. Mas o contrário também é verdadeiro. Viver sob um regime político onde a corrupção impera, isto gera muitos prejuízos para a comunidade, como favorece o nascimento de desesperança, revolta, tristeza, medo, irritação, perda da confiança, todos estes fatores presentes em doenças com a depressão, entre outras.

Aquele que não se entregou inteiramente ao bem acha-se sob o controle daquilo que só destrói, engana, trapaceia. E esta mesma pessoa é prejudicada, mesmo crendo que é beneficiada pelos ganhos ilícitos. É impossível iluminar vidas, e a própria vida, se você mantém o interruptor da luz desligado, permanecendo na escuridão. Os resultados são visíveis. O corpo sente. A mente reage. Doenças aparecem. Separações, divisões, morte.

A pergunta que precisamos fazer é: Quero a verdade ou quero continuar me enganando, achando que só engano os outros para obter benefícios pessoais? Um grande passo de mudança tem que ver com querer a verdade para ser possível passar para o lado da luz, do bem, daquilo que a comunidade, a população, as pessoas precisam de fato.

Um serviço pela metade coloca o agente humano do lado da destruição. Quando homens e mulheres que se dizem interessados no bem da comunidade, se empregam na confederação da corrupção e ainda ajudam os que estão deste lado, demonstram-se inimigos verdadeiros da luz, do bem, da saúde, da justiça, da verdade. Traem a confiança depositada neles, se mostram indignos da posição que ocupam.

Um grande engano no mundo não é a vida maligna do degradado, mas é a vida que, ao contrário, parece virtuosa, respeitável e nobre, mas na qual são nutridas decisões e atos corruptos. O gênio, o talento, a simpatia, mesmo a generosidade e as boas ações, podem tornar-se um engano para servir a fins egoístas. Ter um discurso do bem para disfarçar a corrupção praticada por detrás do pretenso interesse comunitário é o pior tipo de malignidade social e doença do caráter. Não há medicação psiquiátrica que resolva isto.

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Cesar Vasconcellos de Souza – www.doutorcesar.com.br

 

 

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