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Uma Reflexão Sobre Educação de Filhos

É uma obra delicada tratar com mentes humanas. Uma tarefa extremamente importante é a dos pais quanto à criação dos filhos. Ao chegar um bebê numa família, pai e mãe têm uma mente “zero quilômetro” para atuarem sobre ela. Que responsabilidade e oportunidade!

As lições que as crianças aprendem na infância, as palavras e condutas dos adultos que cuidam dela exercem um impacto forte sobre sua mente e dificilmente são apagadas na vida adulta.

Mas não é raro nos depararmos com pais e mães impacientes que gritam com crianças pequenas na rua, no mercado, na calçada, no parquinho, parecendo histéricos! E pior, há alguns que beliscam ou dão um aperto no braço da criança, só porque ela pediu algo. Fui testemunha disto várias vezes e é revoltante! Estes pais e mães não estavam preparados para assumirem esta tarefa tão sublime. Eles são “crianças” querendo cuidar de crianças.

Uma coisa é você, pai ou mãe, estar irritado certo dia e, sem querer, perder a paciência com seu filho e gritar com ele, praticando abuso verbal. Outra coisa é isto ser uma regra, uma rotina. No primeiro caso, peça perdão ao filho pelo seu ato descontrolado. Não tente justificar, dizendo: “Ah! filho, me desculpe! Eu gritei com você porque estava irritada com seu pai, e me descontrolei!” Sua irritação com seu marido não justifica um abuso verbal com seu filho. Se você sempre tentar desculpar sua perda de autocontrole emocional com o filho desta forma, este filho, ao se tornar adulto, vai repetir a mesma coisa, ou seja, vai copiar o descontrole do pai/mãe, vai gritar com pessoas (amigos, empregado, patrão, etc.), e vai tentar desculpar, tirando sua responsabilidade de autocontrole emocional.

Filhos copiam comportamentos bons e ruins do pai e da mãe. Não é justo depois reclamar do filho, ao ele se tornar um adolescente complicado, sem controle, etc. Pai ou mãe ensinou isto para ele com a própria conduta! Seu filho ou filha não vai se tornar parecido na vida adulta com o vizinho, ou com a professora. Ele vai se tornar o que é em função de herança genética, epigenética, qualidade da vida afetiva com vocês, pais, nos primeiros anos da infância, e cópia do que observou em vocês. Não tem como fugir disto.

No segundo caso, se você como pai/mãe repetidas vezes, rotineiramente perde o controle emocional e grita, faz escândalo, ataca o filho com palavras duras, critica e deprecia o pai/mãe na frente dele, isto é abuso verbal, emocional e precisa ser interrompido e tratado. Seus filhos não têm culpa dos problemas pessoais que você trouxe para dentro do casamento. E não têm culpa dos seus problemas no casamento. Filhos não têm culpa dos problemas que os pais tinham antes de casar e dos que surgiram no casamento. Isto os pais devem resolver para não afetar a educação das suas crianças. Se não a história de sofrimento e formação de neurose se repete.

Pai e mãe não têm o direito de serem brutos, grosseiros, rudes com seus filhos. Precisam aprender a lidar com o impulso agressivo e não deixar que eles diariamente os levem a perturbar a mente das crianças. Não adianta colocar seu filho numa psicóloga e tirar o corpo fora. Você acha que uma criança adoece emocionalmente do nada? O sofrimento emocional dos filhos tem muito que ver com a relação pai/mãe/filho.

Uma escritora dá um testemunho pessoal. “Vi uma mãe arrebatar da mão de seu filhinho alguma coisa que lhe estava dando prazer especial, e a criança não sabia o que fazer. Caiu num choro, por ter sido maltratada e prejudicada. Então o pai, para dar fim ao choro, castigou-a sem piedade. No que respeita as aparências exteriores, a batalha havia terminado. Mas a luta deixou sua impressão na terna mente da criança, e não poderia apagar-se facilmente. Eu disse para a mãe: “A senhora foi muito injusta com o filho. Feriu-lhe a alma e ele perdeu a confiança que tinha com você, como mãe. Como isto se restaurará, não sei.”

Essa mãe foi imprudente, impulsiva, áspera, agressiva, imatura. Ela foi dominada por seus próprios sentimentos e não teve cautela. Sua maneira de agir negativa ativou as piores paixões no coração do filho. Continua a autora: “Agir movido pelo impulso no governo de uma família é a pior das práticas. Quando os pais contendem com os filhos desse modo, dão começo a uma luta muitíssimo desigual. Como é injusto jogar os anos e a maturidade de força contra uma criancinha indefesa! Cada exibição de ira por parte dos pais, confirma a rebelião no coração da criança. Não é por um ato isolado que é formado o caráter, mas pela repetição de atos é que se estabelecem hábitos e se confirma o caráter.”   (editado de E. G. White, “Mente, Caráter e Personalidade”, v.2, p.552).

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Cesar Vasconcellos de Souza – www.doutorcesar.com.br

 

 

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